Associação de professores questiona interdição de escolas na região

julho 06, 2017

Um representante da Associação dos Professores Públicos de Minas Gerais se reuniu nesta quarta-feira (5) com o promotor responsável pelo pedido de interdição de 10 escolas na região de Lavras (MG). O motivo foi a falta do auto de vistoria dos Bombeiros e do projeto de combate a incêndios, previsto desde 2001. Quase sete mil alunos estão sem aulas.

Para o assessor da associação, a ordem judicial de lacrar as escolas públicas fere a constituição federal.

“Devolver essa criança para as comunidades e para as famílias é abandonar a educação. Então, o rigor da rei é muito bem vindo para equacionar e buscar a solução, mas tem que apresentar uma alternativa de acolhimento dessas crianças”, disse o assessor executivo da associação, Mário de Assis.

O assessor foi recebido a portas fechadas pelo promotor Eduardo de Paula Machado. A reunião durou cerca de 20 minutos. Após a reunião, o assessor disse que cobrou principalmente o direito dos alunos de retomar as aulas.

Escolas foram interditadas por volta de projeto contra incêndios em 4 cidades (Foto: Reprodução / EPTV)

“Nós mostramos para ele o risco social que os alunos passam, pedimos a ele a incorporação da discussão do tema junto à Promotoria dos Direitos da Criança e do Adolescente, porque ela precisa ser coirmã nessa ação porque ela que vai garantir os direitos constitucionais dos alunos”, disse o representante.

Na próxima sexta-feira (7), o promotor Eduardo de Paula Oliveira vai se reunir em Belo Horizonte (MG) com a Advocacia Geral do Estado. A reunião é para discutir a execução dos projetos de segurança nas 10 escolas que continuam fechadas.

A Secretaria de Estado de Educação informou que a assessoria jurídica e a Advocacia Geral do Estado estão empenhando esforços para reverter a decisão da Justiça e que também trabalham para regularizar a situação referente à segurança contra incêndio nas escolas.

Fonte: G1

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