Operação Octopus: MP pede afastamento das duas servidoras da Justiça envolvidas com a quadrilha denunciada e reverte quase R$ 38 milhões aos cofres públicos
julho 18, 2019
Nesta quinta-feira, dia 18, o Ministério Público anunciou novidades relacionadas à Operação Octopus, que já prendeu um empresário acusado de chefiar uma organização criminosa que agia em Lavras. Hoje foram oferecidas duas denúncias envolvendo o grupo.
Na primeira delas, três pessoas são denunciadas pela prática de 124 crimes, entre eles lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, exploração de prestígio, agiotagem, falsidade ideológica, uso de documento falso, peculato e obstrução à investigação dos trabalhos da organização criminosa.
Já na segunda denúncia, três pessoas são denunciadas pela prática de três crimes: corrupção ativa e passiva e peculato.
As denúncias envolvem um empresário, que segue em prisão domiciliar; um ex-juiz, um advogado e duas servidoras do Poder Judiciário, lotadas no Fórum de Lavras.
De acordo com as investigações, os servidores foram cooptados, através do pagamento de vantagens indevidas, para colaborar com os crimes de agiotagem lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e uso de documentos falsos.
Com base nessas informações, o MP pediu, hoje, o afastamento das servidoras dos cargos em que trabalham.
Em decorrência dos desdobramentos das investigações, serão revertidos aos cofres públicos cerca de R$ 37.500.000,00 (trinta e sete milhões e 500 mil reais), destinados ao pagamento de tributos, ressarcimento ao erário e penalidades legais decorrentes da prática dos crimes citados.

Relembre o caso
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), núcleos Varginha e Passos, deflagrou na manhã de hoje, 12 de abril, a Operação Octopus. Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva em Lavras, no sul do estado.
Ações penais ajuizadas anteriormente revelaram que servidores públicos de vários setores formaram uma rede de proteção e vazamento de informações sigilosas para a contratação de shows artísticos e lavagem de dinheiro. Novas investigações realizadas nos últimos meses descobriram uma complexa rede de agiotagem que fazia uso de documentos falsos, lavagem de dinheiro e corrupção para a perpetuação da atividade criminosa.
A operação foi realizada em conjunto com a Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público da comarca de Lavras e com a equipe de combate a fraudes da 6ª Região Fiscal, da Receita Federal. Participaram nove promotores de Justiça, 14 servidores do MPMG, 46 policiais e seis auditores da Receita Federal.
*Com informações do Ministério Público de MG









