Greve na educação em MG: mais escolas estaduais de Lavras aderiram ao movimento

fevereiro 12, 2020

A greve estadual do setor da educação, em Minas Gerais, está ganhando força nas cidades do interior. O movimento, que foi deflagrado pelo Sind-UTE, que é o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais, traz uma série de reivindicações, entre elas o o pagamento do Piso Salarial Profissional Nacional, a defesa do emprego e “do direito a uma educação pública de qualidade social”.

A greve teve início nesta terça-feira, dia 11, e novas escolas estão aderindo à paralisação que segue por tempo indeterminado, Em Lavras já são quatro escolas que estão em greve: Azarias Ribeiro, Cristiano de Souza (parcial), Firmino Costa e Tiradentes. Além disso, outras escolas marcaram assembleias e sinalizaram adesão gradativa ao movimento, segundo o comando local de greve.

Próximos passos

Os professores vão se reunir novamente na sexta-feira (14) para discutir o rumo do movimento. Veja algumas ações que foram feitas pela categoria e os próximos eventos marcados:

  • 6 e 7/2: rodas de conversa sobre a conjuntura enfrentada pela educação mineira e visitas às escolas;
  • 10/2: conversas com pais e estudantes nas escolas.
  • 11/2: início da greve por tempo indeterminado.
  • 12 e 13/2: mobilização nas escolas e realização de assembleias locais e regionais.
  • 14/2: realização de Assembleia Estadual.

O que diz o governo?

“A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) respeita o direito constitucional de greve dos servidores da Educação do Estado e reitera que tem mantido um diálogo franco e aberto com representantes sindicais. Várias agendas foram realizadas, ao longo de 2019, com os representantes das entidades sindicais e do Governo do Estado nas quais assuntos da área da educação foram debatidos. A SEE/MG reforça que os canais de diálogos continuarão abertos para que as reivindicações da categoria possam ser apresentadas e debatidas. 

A SEE/MG acompanhará, ao longo do dia, a adesão das unidades escolares da rede à paralisação das atividades convocada pelo sindicato que representa a categoria da educação. O balanço com os números da paralisação será possível no fim da tarde. 

A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) informa, também, que vem recebendo e dialogando com representantes dos sindicatos de todas as categorias. Até o momento, 70% dos servidores da Educação receberam o 13° salário integral. Para concluir o pagamento e pôr fim ao parcelamento de salários por seis meses, o Governo do Estado conta com a operação financeira do nióbio.

A Seplag informa ainda que a remuneração inicial na rede estadual é de R$ 2.135,64 para a carga horária vigente de 24 horas semanais. Considerando a proporcionalidade sobre o valor do vencimento básico, equivale a R$ 3.304,23 para uma jornada de 40 horas, atendendo à legislação nacional”.

*Com informações de BHAZ

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