Exames da professora universitária de Lavras, da UFLA, com suspeita de Coronavírus ainda não ficaram prontos
fevereiro 28, 2020
O primeiro caso suspeito de infecção pelo novo Coronavírus em Lavras ainda não tem uma confirmação dos exames que foram enviados para a Fundação Ezequiel Dias, em Belo Horizonte, na última quarta-feira, dia 26. Segundo pessoas próximas, a vítima é uma professora universitária que faz parte do quadro da Universidade Federal de Lavras. Ela viajou de férias para a Thailandia no início do mês e retornou para Lavras no fim do Carnaval.
A mulher, que não teve o nome nem a idade divulgados, apresentou alguns sintomas leves da doença, que são parecidos com um resfriado. Na quarta-feira ela ligou para o Hospital Vaz Monteiro, que entrou em contato com o setor de Vigilância em Saúde da Prefeitura de Lavras. A vítima não chegou a ir ao hospital e o atendimento foi feito na casa dela, junto com a coleta de material para o exame.
A professora segue sendo monitorada pelas autoridades de saúde do município e do Estado de Minas Gerais, até que os exames fiquem prontos. A quarentena de 14 dias é na casa dela, onde mora sozinha, num modelo que é adotado em casos onde os sintomas são mais brandos, não havendo a necessidade de ser encaminhada ao Hospital Samuel Libânio, em Pouso Alegre, que foi definido pela Secretaria de Estado da Saúde como referência para atender os pacientes com suspeita do Coronavírus no Sul de Minas.
Até o momento, a assessoria de comunicação da UFLA não confirma que a professora universitária seja a paciente em investigação.

MEDIDAS DE PREVENÇÃO
Mesmo sem confirmar a informação, a UFLA já está adotando uma série de medidas preventivas no campus. A recepção aos calouros, que aconteceria na tarde da última quinta-feira, dia 27, foi cancelada para evitar a aglomeração de pessoas em um espaço fechado, que é o Centro de Eventos. O início do primeiro período letivo de 2020 começa na próxima segunda-feira, dia 2 de março.
O médico infectologista da Universidade Federal de Lavras (UFLA), Silvio Augusto Corsini Menicucci, explica que não há motivos para pânico, mas esclarece que é imprescindível a adoção de medidas de prevenção por toda a comunidade.
Segundo o infectologista, os sintomas do novo coronavírus são semelhantes ao da gripe ou de um resfriado comum. “Usualmente causa febre, tosse e dificuldades respiratórias, mas pode causar também sintomas gastrointestinais”, explica. Caso a pessoa tenha tido algum contato com casos suspeitos ou viajado para países onde há casos confirmados de infecção e desenvolva os sintomas, é necessário procurar assistência médica imediata. “Ao dar entrada para atendimento, é importante a pessoa mencionar que possui esses sintomas e a possibilidade de contaminação, pois assim a triagem será feita com maior agilidade, e haverá o direcionamento do paciente para um espaço de isolamento enquanto aguarda a avaliação do médico”, orienta Silvio.
O exame para detecção do coronavirus (Covid-19) é feito a partir da coleta e análise de material da secreção respiratória. Segundo o médico, nem sempre há motivos para internação. “Tudo depende do nível de gravidade em que a pessoa dá entrada na unidade de saúde. Se apresenta sintomas leves e brandos e tem condição de realizar tratamento em casa, então será atendida e liberada para isolamento domiciliar. Mas se chega com quadro avançado e grave, é provável que seja encaminhada para internação.” Contudo, em caso de suspeita da doença, é fundamental que o paciente evite contato com outros indivíduos.
A transmissão do vírus se dá principalmente por contato com a saliva da pessoa infectada, por meio de espirros e tosses, mas é possível contrair o coronavírus também pelo contato com local contaminado. O infectologista orienta sobre a importância de uma rotina de prevenção. “Ao tossir ou espirrar, deve-se cobrir a boca usando o antebraço ou utilizar lenços descartáveis. Também é preciso higienizar constantemente as mãos com água e sabão ou álcool em gel.”
Como em toda infecção por vírus, crianças, idosos, gestantes e pessoas que possuem doenças que causam baixa imunidade estão mais vulneráveis à infecção e ao agravamento do quadro clínico. Por isso, os cuidados devem ser redobrados nessas situações.
*Com informações da UFLA









