A Polícia Civil de Minas Gerais esclareceu o desaparecimento de um indivíduo de 26 anos, registrado no dia 26 de fevereiro deste ano em Santo Antônio do Amparo. As investigações apontaram que a vítima foi brutalmente assassinada após ser acusada de furtar entorpecentes de traficantes locais.
Durante as diligências, a equipe identificou três suspeitos de envolvimento no crime (um de 25 anos, um outro de 30 anos e um de 21 anos). Um deles teria utilizado seu próprio veículo para transportar o corpo da vítima até uma área rural, com o objetivo de ocultá-lo e dificultar as investigações.
No dia 27 de fevereiro, a Polícia Civil apreendeu o veículo de um dos suspeitos e o encaminhou para a perícia técnico-científica. Exames com luminol identificaram manchas de sangue na parte frontal do automóvel, que foram coletadas para análise de DNA.
Já no dia 2 de março, os policiais localizaram o corpo da vítima em uma vala, em meio à vegetação na zona rural do município. O corpo estava em avançado estado de decomposição e apresentava sinais evidentes de violência. O detalhe mais chocante foi a mutilação: a mão da vítima havia sido decepada e não foi encontrada na cena do crime. Informações preliminares indicam que essa amputação foi deliberada e serviu como um recado dos traficantes locais, que impõem punições severas contra aqueles que furtam drogas de seus domínios.
A vítima foi identificada pelo Instituto Médico Legal (IML) de Lavras, onde exames confirmaram que, além da mutilação, a causa da morte foi um disparo de arma de fogo na cabeça.
Diante das provas reunidas, a Polícia Civil representou junto ao Poder Judiciário pela expedição de um mandado de prisão preventiva e cinco mandados de busca e apreensão. A operação resultou na prisão de um dos suspeitos, de 25 anos, que já se encontra à disposição da Justiça. Além disso, celulares pertencentes a outros dois investigados foram apreendidos para perícia, e novas diligências seguem em andamento.
A ação policial contou com a participação de quatro delegados de polícia, 11 investigadores, dois escrivães e o apoio da Coordenação de Operações com Cães (COC).