Pesquisa mostra que medidas simples de autoproteção podem salvar vidas em incêndios residenciais

abril 15, 2026

O estudo analisou ocorrências registradas entre 2020 e 2024 em Belo Horizonte e aponta que a maioria dos incêndios acontece dentro de casa.

CBMMG / Divulgação

Um levantamento do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) revela que medidas simples de prevenção e autoproteção podem aumentar significativamente as chances de sobrevivência em incêndios residenciais.

De acordo com os dados, 64,25% dos 3.391 incêndios registrados no período ocorreram em residências. Os principais focos de origem são o quarto (45%), a cozinha (21%) e a sala (11%). As causas mais comuns estão relacionadas a falhas em equipamentos, problemas elétricos e acidentes domésticos, além de vazamentos de gás.

O levantamento também identificou o perfil das vítimas. Ao todo, 256 pessoas foram atingidas, sendo 14 mortes. A maioria das vítimas era do sexo masculino (57,14%) e pessoas com mais de 65 anos aparecem como o grupo mais vulnerável. Outro dado relevante é o horário das ocorrências, que se concentram principalmente entre 10h e 13h, período em que há maior uso da cozinha.

O Corpo de Bombeiros reforça que a prevenção começa com atitudes simples, como evitar o uso excessivo de aparelhos em uma mesma tomada, não utilizar extensões de forma inadequada e verificar regularmente as condições das instalações elétricas e do gás. Também é importante não deixar aparelhos carregando sobre superfícies inflamáveis.

Em situações de incêndio, a prioridade deve ser deixar o imóvel imediatamente. Caso não seja possível sair, a orientação é se afastar do foco, permanecer em um local seguro e ventilado, manter-se próximo ao chão para reduzir a inalação de fumaça e sinalizar a localização para facilitar o resgate. Ambientes fechados, como banheiros, devem ser evitados devido ao risco de intoxicação.

Segundo o tenente Elias Cristovam, medidas preventivas antes de dormir ou viajar também são fundamentais, como desligar aparelhos, fechar o registro de gás e garantir que não haja fontes de risco no imóvel.

O estudo reforça a importância da conscientização e mostra como pequenas ações no dia a dia podem evitar tragédias e salvar vidas.

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