Lavras vai sediar etapa de Seminários sobre o Rio Grande em agosto
julho 27, 2017
Começa no dia 1o de agosto a primeira rodada de seminários regionais do Plano Integrado de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio Grande (PIRH Grande). A iniciativa da Agência Nacional de Águas (ANA) e do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Grande (CBH Grande) promoverá 13 encontros em municípios das bacias afluentes, entre os dias 1o e 14 de agosto.

Os encontros em São Paulo acontecerão em Ribeirão Preto, Barretos, São José do Rio Preto, Franca e Campos do Jordão. Em Minas Gerais, os seminários serão realizados em diferentes datas nas cidades de Uberaba, Passos, São João Del Rei, Lavras, Cambuí, Alfenas, Três Corações e Andradas.
Durante os seminários serão apresentados o Prognóstico e o Plano de Ações do PIRH-Grande, documentos que apontam objetivos e metas de quantidade e qualidade das águas, levando em consideração as atuais e futuras demandas. Esses dois documentos compõem o plano de recursos hídricos da bacia hidrográfica e foram elaborados a partir de um amplo diagnóstico em que foram evidenciados os conflitos e problemas relacionados ao uso, à demanda e à disponibilidade hídrica em toda a área da bacia.
Dentre os principais conflitos identificados no diagnóstico podem ser citados: a degradação da qualidade da água, provocada pelas atividades industriais, minerárias, pelo lançamento de esgoto e mau uso do solo; erosão acentuada em toda a bacia; riscos de inundação; manejo inadequado do solo; escassez de pontos de monitoramento; e perdas no abastecimento de água em quase toda a extensão da bacia hidrográfica.
O Prognóstico do PIRH-Grande estimou quatro cenários para o uso das águas na bacia hidrográfica, a partir de critérios como o balanço hídrico, a identificação de áreas de conflito atuais e de potenciais conflitos futuros. Com base nos cenários propostos, o Plano de Ações pretende alcançar e manter a sustentabilidade hídrica e socioambiental da bacia e a sustentabilidade operacional do PIRH-Grande a partir de três componentes estratégicos, a saber: Instrumento de Gestão de Recursos Hídricos; Conservação dos Recursos Hídricos; e Governança.
Mais informações sobre os seminários regionais do PIRH-Grande podem ser obtidas pelo telefone (51) 3211-3944.
Cronograma


Caracterização da bacia do rio Grande
A bacia do rio Grande está localizada na bacia do rio Paraná, ocupando uma área de 143.437 km2, situada entre os estados de São Paulo (40% da área da bacia) e de Minas Gerais (60% da área). O rio Grande tem extensão de 1.286 km, sendo o limite natural entre os estados de São Paulo e de Minas Gerais até a sua foz, quando forma o rio Paraná ao confluir com o rio Paranaíba.
Os principais afluentes do rio Grande são os rios Sapucaí, Pardo, Turvo, Verde, Capivari, Sapucaí-Mirim e Mogi Guaçu, pela margem esquerda; e os rios Jacaré, Santana, Pouso Alegre, Uberaba, Verde (ou Feio) e o rio das Mortes, pela margem direita. 36,2% dos corpos hídricos superficiais da bacia estão sob domínio do estado de São Paulo, 51,4% sob domínio do estado de Minas Gerais e 12,4% sob custódia da União.
A bacia do rio Grande está subdividida em 14 Unidades de Gestão Hídrica (UGHs). Em São Paulo, as seis UGHs afluentes ao rio Grande são conhecidas por Unidades de Gerenciamento e Recursos Hídricos (UGRHIs); e em Minas Gerais, as oito UGHs afluentes são chamadas de Unidades de Planejamento e Gestão de Recursos Hídricos (UPGRHs), codificadas como “GDs”, por serem contribuintes do rio Grande. A bacia como um todo apresenta um total de 393 municípios: 179 em São Paulo e 214 em Minas Gerais. Destacam-se por sua polarização urbano-regional os municípios da rede de influência de Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Campos do Jordão, Franca e Mogi Guaçu, em São Paulo; e de Uberaba, Capitólio, Alfenas, Lavras, Itajubá e São João Del Rei, em Minas Gerais.
Fonte: Organização do Evento








