Vigilância em Saúde confirma o 4º caso de leishmaniose visceral humana em Lavras

setembro 27, 2017

Foi confirmado o 4º caso de leishmaniose visceral humana em Lavras. Uma moradora de 38 anos do bairro Alterosa foi diagnosticada com a doença. Ela apresentou sintomas como febre irregular, emagrecimento, perda de apetite e prostração. Assim que foi identificada a doença, iniciou-se o acompanhamento/tratamento e atualmente ela encontra-se bem, após longa internação.

leishmaniose

Imediatamente a Vigilância em Saúde intensificou o trabalho de combate ao mosquito palha, o transmissor da doença. Foram desenvolvidas ações de controle vetorial com borrifação nos domicílios para controle do vetor e testes rápidos de leishmaniose em cães.

Desde o início do ano, a equipe já vem realizando o combate ao mosquito e ações de conscientização e educação em diversos bairros de Lavras. Atualmente, as ações de Vigilância estão concentradas no bairro Alterosa e se estenderão para outras regiões do Município.

 

Saiba mais sobre a Leishmaniose Viceral (LV)

A Leishmaniose Visceral (LV) é transmitida pela fêmea do inseto do gênero Lutzomya, também conhecido como mosquito palha. O inseto pica cães infectados e, posteriormente, pica humanos, transmitindo a doença.

Os principais sintomas e sinais clínicos da doença em humanos são:

– Febre irregular de longa duração (mais de 7 dias);

– Falta de apetite, emagrecimento e fraqueza;

– Barriga inchada (pelo aumento do fígado e do baço, com o passar do tempo).

Com relação aos cães, os principais sinais clínicos são:

– Apatia; (desânimo)

– Lesões de pele;

– Queda de pelos, inicialmente ao redor dos olhos e nas orelhas;

– Emagrecimento;

– Lacrimejamento (conjuntivite);

– Crescimento anormal das unhas.

Vale ressaltar que os cães podem ficar infectados por vários anos sem apresentarem sinais clínicos, constituindo-se fontes de infecção para o inseto transmissor, e, portanto, um risco à saúde de todos. Os cães, assim como os humanos, não são transmissores da doença, eles são vítimas do mosquito que faz a transmissão.A única forma de detectar a infecção nestes animais é através dos exames de laboratório específicos.

Quando diagnosticada em tempo, a LV em humanos tem tratamento gratuito e disponível na rede de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).

Como medida de controle deve-se evitar a criação e proliferação do inseto vetor da doença, que se reproduz no meio de matéria orgânica e em criadouros de animais. Para isso deve-se:

– Evitar a criação de porcos e galinhas em área urbana;

– Manter a casa e o quintal livres de matéria orgânica, recolhendo folhas de árvores, fezes de animais, restos de madeira e frutas;

– Todo esse lixo deve ser embalado e fechado em sacos plásticos;

– Os proprietários de terrenos desocupados devem adotar as mesmas medidas descritas acima.

Recomenda-se ainda, aos proprietários: manter o animal em ambientes telados com malha fina durante o período de maior atividade do inseto transmissor (do entardecer ao amanhecer); o uso de coleiras repelentes de insetos; adotar a posse responsável do animal, não permitindo que o mesmo fique solto nas ruas; além da vacinação dos animais que apresentarem resultado negativo em teste rápido para LV canina.

Fonte: Prefeitura de Lavras

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