Pequenas e médias empresas mostram força no terceiro trimestre

outubro 25, 2024

As empresas de pequeno e médio encerraram o primeiro semestre com vendas 5,8% superiores os primeiros seis meses de 2023 e devem crescer 6,4% no ano

Com o mercado de trabalho aquecido e o aumento na renda do trabalho, as pequenas e médias empresas estão se beneficiando da resiliência da atividade econômica. O Índice Omie de Desempenho Econômico das PMEs (Iode-PMEs) mostra que o faturamento das PMEs registrou alta de 8,6% no terceiro trimestre deste ano em relação a igual período do ano passado. Com o resultado, as empresas de pequeno e médio encerraram o primeiro semestre com vendas 5,8% superiores os primeiros seis meses de 2023. O desempenho favorável até agora deve levar as micro e pequenas empresas a fecharem o ano com aumento de 6,4% em relação a 2023, segundo Felipe Beraldi, economista e gerente de Indicadores e Estudos Econômicos da Omie, plataforma de gestão (ERP) na nuvem.

Felipe confirma que o momento favorável da atividade econômica no país, impulsionado pela manutenção forte do consumo das famílias, impulsiona a atividade das PMEs. O mercado de trabalho aquecido, com desemprego abaixo de 7%, rendimentos reais mais elevados, e política fiscal expansionista, com os programas de transferência de renda, têm impactado positivamente o mercado interno. “Adicionalmente, ainda que o Banco Central tenha voltado a elevar as taxas de juros diante das maiores preocupações com a inflação, o ciclo modesto de quedas entre agosto de 2023 e maio de 2024 pode ter beneficiado alguns segmentos do mercado, mesmo que marginalmente”, afirma Beraldi.

E foram exatamente as MPEs do comércio que tiveram o melhor desempenho no trimestre encerrado em setembro: avanço de 15,7% sobre o terceiro trimestre de 2023. Segundo o estudo da Omie, esse desempenho consolida o movimento de retomada iniciado no trimestre anterior e houve crescimento tanto nas redes varejistas (10,9%), quanto nos atacadistas (17,4%), com destaque para “embalagnes”. “alimentos” e “máquinas e equipamentos para uso industrial. No varejo foram destaque as vendas de “produtos farmacêuticos com manipulação de fórmulas”, “tintas” e “material elétrico”.


Já as pequenas e médias empresas do setor de serviços, que perderam fôlego no segundo trimestre reagiram no período de julho a setembro e registraram expansão de 4,6% em relação a igual período do ano passado. Segundo Felipe Beraldi, apesar o aumento das expectativas de inflação e da retomada da alta dos juros, o aumento da renda dá dinamismo a diversas atividades do setor, como “transportes e armazenagem” e “atividades administrativas e serviços complementares”.

No setor industrial, as pequenas e médias empresas mantiveram o desempenho positivo e tiveram um crescimento de 9% no terceiro trimestre. Com isso, as MPEs da indústria fecharam o seis primeiros meses deste ano com elevação de 11,5% sobre o primeiro semestre do ano passado. “Em linhas gerais, a expansão do setor continua disseminada entre a maioria das atividades, considerando que, dos 22 subsetores da indústria de transformação acompanhados pelo Iode-PMEs, 16 mostraram progresso no período”, comenta Beraldi. No setor destacaram-se “móveis”, “impressão e reprodução”, “equipamento de transporte” e “máquinas, aparelhos e materiais elétricos”.

o setor de infraestrutura, as PMEs, depois de dois trimestres de queda, voltaram a crescer no terceiro trimestre com aumento de 6,5% sobre igual período do ano passado. Em termos regionais, o maior aumento foi registrado na Região Sul, com avanço de 8,8%. Já o Sudeste e o Nordeste tiveram crescimento de 7,9%. O levantamento mostra que houve retração no Centro-Oeste, com queda de 3,1%, e no Norte, com redução de 1,6%. O Iode-PMEs funciona como um termômetro econômico das empresas com faturamento de até R$50 milhões anuais, divididas em 701 atividades econômicas que compõem quatro grandes setores: Comércio, Indústria, Infraestrutura e Serviços.


Mineração

R$ 56,7 bilhões

Foi o faturamento do setor mineral brasileiro no terceiro trimestre deste ano, com alta de 5% sobre igual período de 2023, segundo o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram)

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