Hemominas alerta sobre uso de medicamentos e reforça cuidados para garantir segurança na doação de sangue
maio 25, 2026
Entre os principais alertas estão medicamentos para prevenção ao HIV, remédios para perda de peso, como Ozempic e Mounjaro, além do uso de testosterona e anabolizantes.

A Fundação Hemominas divulgou um novo alerta sobre a necessidade de transparência durante a triagem clínica para doação de sangue. Segundo o órgão, o uso de determinados medicamentos e substâncias pode interferir diretamente na segurança das transfusões e, por isso, deve ser informado corretamente pelos doadores.
Entre as atualizações recentes está a redução do prazo de inaptidão temporária para pessoas que utilizaram medicamentos de prevenção ao HIV, como a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e a Profilaxia Pós-Exposição (PEP). O intervalo passou de seis para quatro meses após o uso, embora cada caso ainda seja avaliado individualmente durante a entrevista clínica.
De acordo com a médica da Assessoria de Hematologia e Hemoterapia da Hemominas, Flávia Loureiro, omitir esse tipo de informação pode representar riscos para quem recebe o sangue. Isso porque alguns medicamentos podem reduzir temporariamente a carga viral, dificultando diagnósticos e aumentando a possibilidade de transmissão em casos específicos.
Outro ponto de atenção envolve os medicamentos agonistas do receptor de GLP-1, como Ozempic (semaglutida) e Mounjaro (tirzepatida), utilizados tanto para controle da glicemia quanto para emagrecimento. Pessoas que iniciaram recentemente o tratamento ou aumentaram a dose podem ficar temporariamente impedidas de doar, especialmente se apresentarem efeitos colaterais como náuseas, vômitos, diarreia ou sinais de desidratação.
A Hemominas também chama atenção para o uso de testosterona e anabolizantes, inclusive em gel, que podem representar riscos em determinados grupos de pacientes que receberão o sangue, como gestantes. Nesses casos, a data da última aplicação ou utilização deve ser informada obrigatoriamente.
Segundo a instituição, a sinceridade durante a triagem é uma das etapas mais importantes para garantir a segurança de todo o processo. A Fundação reforça que doar sangue é um ato de solidariedade, mas que a responsabilidade com informações corretas é essencial para proteger vidas.










