Postos de saúde terão quase 1 milhão de preservativos gratuitos para o Carnaval no Sul de Minas
fevereiro 27, 2019
Quase 1 milhão de preservativos estarão disponíveis gratuitamente em todo o Sul de Minas para quem quiser curtir o carnaval com segurança e livre de doenças sexualmente transmissíveis. Os preservativos estarão disponíveis gratuitamente nos postos de saúde e serão distribuídos através de campanhas específicas em cada cidade.
No Sul de Minas, segundo a Secretaria de Estado da Saúde, serão 872.720 preservativos distribuídos para as quatro gerências regionais de saúde que cobrem a região. Em todo o estado, conforme a secretaria, estão sendo distribuídos 7 milhões de unidades de preservativos masculinos devido ao carnaval.

Quantidade de preservativos distribuídos nas regionais de saúde:
- Pouso Alegre – 53 municípios – 405.504 preservativos
- Varginha – 51 municípios – 249.984 mil unidades
- Passos – 24 municípios – 137.232 unidades
- Alfenas – 26 municípios – 80 mil preservativos
Importância do preservativo
A camisinha é o melhor método de prevenção não somente para o vírus HIV, mas também para outras doenças sexualmente transmissíveis (DST´s). Segundo o médico ginecologista Ob Tavares, é preciso que as pessoas fiquem atentas na hora do ato sexual e de forma nenhuma se descuidem.
“A primeira dica e mais importante é que se a pessoa tiver contato com alguém desconhecido, se for com um namorado e tal, é uma coisa, mas se encontrar alguém na rua e vai ter um contato com essa pessoa, ela não deu uma garantia que não tem nenhum problema, então o único recurso que ela tem é exigir o uso da camisinha. Se recusar de todo modo a fazer a relação sexual sem a camisinha, mesmo que o outro fale que não vai terminar a relação dentro dela e tudo isso. Nessas horas a pessoa pode perder o controle, já estão alcoolizadas e além das DSTs, pode gerar uma gravidez indesejada também”, diz o médico.
Segundo o ginecologista, a Aids e a sífilis são as doenças mais perigosas que podem ser transmitidas através do contato sexual. Mas outras como a gonorreia, candidíase, vaginose bacteriana também podem ser transmitidas pela falta do uso do preservativo.”Acaba pagando um risco caríssimo, porque se adquirir uma doença que a gente não trata, Aids, por exemplo, ela pegou um problemão para o resto da vida. Se ela engravidar, tiver uma gravidez indesejada e não fizer nada, esse neném vai nascer e vai ser um problema porque essa criança não foi desejada. Se a pessoa tem condições de ter um relacionamento sexual, ela tem que ter também a maturidade de se preservar”, diz o especialista.
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Quase 1 milhão de preservativos estarão disponíveis nos postos de saúde do Sul de Minas para o carnaval — Foto: Mariana Raphael/Agência Brasília
O médico lembra que apesar de ser o método mais indicado, não só o preservativo garante que a pessoa estará totalmente segura, já que a camisinha também pode se render.
“Na verdade a gente não pode garantir que é 100% seguro porque o preservativo pode romper, se romper a barreira fica livre para a transmissão de doenças e gravidez. Mas se não romper, é bastante seguro sim, ela dá um índice muito alto de segurança desde que ela não rompa. Se romper a pessoa deve procurar um médico o mais rápido possível, porque existe a anticoncepção de emergência e o médico vai avaliar, às vezes até colhendo material na hora para ver se tem algum contágio de alguma doença para ele executar o tratamento dessa pessoa às vezes no mesmo dia”, conclui o ginecologista.
Fonte: G1









