Hospital veterinário da UFLA trata tamanduá-bandeira que sofreu queimaduras em incêndio
outubro 02, 2020
Um tamanduá-bandeira, animal de população vulnerável e em risco de extinção, está em tratamento em Lavras por causa de queimaduras ocasionadas por um incêndio florestal. Veterinários e estudantes da Universidade Federal de Lavras (Ufla) tentam conseguir a longa recuperação do animal que pode até não voltar pra natureza.
A jovem fêmea foi resgatada em Campo do Meio, a 90 quilômetros do hospital veterinário da universidade, onde o animal faz tratamento no ambulatório para animais selvagens.
“Essa tamanduá chegou para nós muito debilitada, estava desidratada, com ferimentos em todas as patas. Havia larvas nas lesões. A calda foi um pouco queimada também, ela está anêmica e muito fraca. A gente consegue manipular ela com um pouco mais de facilidade por ser um animal pequeno e por ela estar com essas lesões nas patas, ela está bem mais calma do que normalmente um tamanduá estaria”, destaca a veterinária e mestranda da Ufla, Maria Eduarda.

A primeira medida foi colocar botas de curativo para cicatrizar as patas que ficaram muito queimadas. A cauda também queimou e precisa de recuperação. Uma as situações mais preocupantes para os especialistas é que a tamanduá-bandeira ferida poderia entrar em idade reprodutiva e fazer a manutenção da espécie, mas ainda não é possível saber se a fêmea vai poder voltar à natureza.
“Como as feridas foram graves, foram queimaduras de terceiro grau, ainda é muito cedo se ela vai conseguir ficar bem e apta a sobreviver na natureza”, disse Maria Eduarda.
Além da tamanduá-bandeira, uma seriema também chegou há duas semanas ao local. A ave, ao fugir de uma queimada em lavras, bateu em um prédio e quebrou a perna.
“Quando esses animais são trazidos não somente pelas lesões de queimadas em si, mas muitas vezes eles conseguem fugir das queimadas, entram em rodovias e ai são atropelados. São animas que chegam para a gente muitas vezes politraumatizados, com fraturas, lesões de coluna, lesões que dificilmente a gente conseguir reverter mesmo com tratamentos e cirurgias”, comentou Samantha Mesquita Favoretto, veterinária do ambulatório de animais selvagens.
Fonte: G1










