Formado em Lavras, fundador da Embrapa destaca indicação ao Nobel da Paz: ‘Não há paz a quem está com barriga vazia’
janeiro 28, 2021
Formado na Universidade Federal de Lavras (Ufla), o engenheiro Alysson Paulinelli, de 84 anos, foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz esta semana. Ele foi o fundador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e também ex-Ministro da Agricultura e Secretário de Agricultura de MG, ambos na década de 1970. Em entrevista à EPTV, afiliada Rede Globo, Paulinelli, que também foi professor na instituição da cidade sul-mineira, destaca que não existe paz para quem passa fome.
“Não há paz, não há forma de bom relacionamento a quem está com a barriga vazia. O mundo já teve muitas guerras, aliás desde a sua formação, exatamente pelo problema de alimentos. E agora mais do que nunca. com essa população enorme que o mundo tem”, disse Paulinelli.
“Os órgãos internacionais já calcularam que o mundo precisa ter uma oferta de mais 61% da atual oferta de alimentos para que exista condições de se evitar a fome. A partir de 1970, a Embrapa, as nossas universidades, as nossas instituições estaduais de pesquisa e principalmente a iniciativa privada, conseguiram fazer uma agricultura tropical altamente competitiva e também capaz de ser conservacionista, não estragará os nossos recursos naturais. Com isso, o mundo está confiando que o Brasil terá condições de oferecer dois terços desta nova demanda”, comentou.

No final da década de 1960, Alysson Paulinelli fundou a Embrapa. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, para ele, é a maior instituição de agricultura tropical do mundo.
“A Embrapa é, sem dúvida, a grande instituição, a maior instituição de agricultura tropical que tem no mundo hoje. Isso nos orgulha muito. E ela continua a oferecer novos conceitos e novas inovações. Isso é muito importante para um país que quer continuar a produzir e competir”, falou.
Sobre a indicação ao Prêmio Nobel da Paz, o engenheiro formado no Sul de Minas se declara honrado e salienta que a nomeação representa diversos outros profissionais que atuam na área da agricultura.
“Me sinto muito horado. É evidente que eu entendo claramente que essa nominação significa uma grande parte do que o Brasil tem feito, o produtor, o cientista, os profissionais da área. Isso eu considero que todos fizeram a sua parte. Representa um prêmio, aos seus agricultores, seus técnicos e seus profissionais”, disse.
Fonte: G1









